Ano:1974
País: Reino Unido
Diretor: Terry Gilliam
Data da sessão: 27/07/2019
Onde: Internet
Comentário: ok, é legalzinho. Mas não consigo dizer mais que isso. É o segundo filme do Monty Python que vejo (A Vida de Brian foi o outro), e termino com a mesma sensação: na época deve ter sido mais engraçado. Não tem jeito, a maior parte das cenas me parecem datadas. Mas vale a pena ver, até por que, mesmo que a empolgação não venha, é possível ver a clara influência que o grupo inglês teve sobre o humor que veio depois. E, afinal, os atores são mesmo talentosos.
Por que assistir: filme protagonizado pelo lendário grupo de humor inglês, Monty Python.
O que aprendi com o filme: Gaivota é um troço compllicado.
Ano:2006
País: EUA/França/México
Diretor: Alejandro González Iñarritu
Data da sessão: 26/07/2019
Onde: TV
Comentários: um rifle é disparado e começa uma verdadeira Babel dos tempos modernos. O grande mérito do filme é justo o de organizar a bagunça proposta. Pois mesmo com as histórias correndo paralelas em ambientações e idiomas diferentes, o ritmo do filme não oscila. Uma aula de direção de Iñarritu. Ah, a jovem japonesa surda poderia ter um filme só para ela.
Por que assistir: vencedor do Glogo de Ouro de Melhor Filme - Drama.
O que aprendi com o filme: todo e qualquer ato tem suas consequências. Por vezes, ilimitadas.
Ano:1962
País: França
Diretor: Agnès Varda
Data da sessão: 26/07/2019
Onde: Internet
Comentário: São 5 horas da tarde e Cleo é uma jovem pilhada, fechada, narcisista, se achando sempre o centro das atenções. Quase 7 horas e Cleo parece ser outra pessoa, mais relaxada, mais conhecedora de si e do que se passa ao seu redor. Entre um e outro horário, à espera por um exame médico que pode lhe determinar uma grave doença. Espera que lhe permitiu se permitir. Grande filme!!
Por que assistir: clássico da Nouvelle Vague, da lendária diretora Agnès Varda.
O que aprendi com o filme: a dor ensina.
Ano:1998
País: EUA
Diretor: Joel Coen e Ethan Coen
Data da sessão: 26/07/2019
Onde: PC
Comentário: já tinha visto mas não lembrava como era o filme. Entendi por que sempre tive uma boa imagem dele, pois é muito bom. É um filme Coen raíz, com roteiro mirabolante e situações esdrúxulas, o que lembra Arizona Nunca Mais, primeiro grande sucesso dos irmãos. The Dude é um personagem que merecia uma série, tamanha a riqueza que dá pra extrair do seu estilo de vida. Nestes tempos doidos em que tudo é à jato, "o cara" daria um ótimo contraponto. Jeff Bridges encarna totalmente o personagem. John Goodman, Steve Buscemi e Julianne Moore também não decepcionam. Enfim, uma comédia Coen pra rir e relaxar no Dudeísmo.
Por que assistir: comédia dos irmãos Coen que se transformou num Cult Movie, a ponto dos fãs criarem um movimento chamado Dudeísmo, inspirado no personagem principal.
O que aprendi com o filme: a vida é pouca coisa além de Boliche e tapetes.
Ano:2002
País: EUA
Diretor: Michael Moore
Data da sessão: 25/07/2019
Onde: Internet
Comentário: o documentário de Michael Moore tenta esmiuçar as razões de tanto culto por armas de fogo pelos americanos e também porque nos EUA há tantos crimes quando comparado com outros países desenvolvidos. Interessante como ele aponta o papel da imprensa em disseminar pânico entre a população com notícias que beiram o sensacionalismo histérico. Ainda sobra tempo para rever em rusumo a história americana em forma de uma animação, e de, claro, falar sobre o terrível massacre de Columbine. Um filme obrigatório dos nossos tempos.
Por que assistir: famoso documentário de Michael Moore sobre a questão das armas de fogo nos EUA, vencedor do Oscar de Melhor Documentário.
O que aprendi com o filme: imprensa sensacionalista é tão letal quamto as armas.
Ano:1962
País: França
Diretor: Francois Truffaut
Data da sessão: 24/07/2019
Onde: Internet
Comentário: ah, a nouvelle vague e suas histórias maravilhosas. Baseado num romance semi-autobiográfico, Truffaut fez um filme que testa as possibilidades do amor. É curioso notar como assistimos um filme de 1962 e pensamos coisas do tipo "isso aí eu não aceitaria, é muito avançado pro meu gosto". Pois é, Jules e Jim não estão nem aí para nada que não seja Catherine. E esta não está nem aí para nada nem ninguém. A narrativa flui de forma leve até passando pela Segunda Guerra, apesar de tanta coisa incomum sendo mostrada na tela, afinal ainda estamos atrasados para a Nouvelle Vague lá nos Anos 60. Em tempo, a famosa cena da corridinha só tem o defeito de ser rápida.
Por que assistir: clássico da Nouvelle Vague francesa, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
O que aprendi com o filme: o limite do amor é a sua própria liberdade.
Ano: 1955
País: EUA
Diretor: Robert Aldrich
Data da sessão: 23/07/2019
Onde: Internet

Comentário: ok, entendi a metáfora com o então período da guerra fria e suas paranóias, mas... achei pouco. De início se apega a um fiapo de história e verdade seja dita, até consegue extrair muito de onde inicialmente não se tinha nada, mas na reta final, na hora de encaixar tudo, apela até pro sobrenatural. Baseado num romance, talvez o livro seja melhor e mais completo. Até uma segunda assistida, continuo achando pouco pra tanta fama.
Por que assistir: um dos clássicos do gênero noir.
O que aprendi com o filme: não dê carona para estranhos.
Ano: 1939
País: EUA
Diretor: Victor Fleming
Data da sessão: 22/07/2019
Onde: Internet
Comentário: há uns 15 anos que não encarava as quase 4 horas do maior novelão da história do cinema. E fui com o pé atrás, influenciado por um maior senso crítico adquirido com a maturidade sobre questões sociais, sobretudo raciais. Mas a resposta me surpreendeu, certos preconceitos bem evidentes à parte, o filme é um primor, com um avançado visual para a época e que até hoje não soa tão ultrapassado. Mas a grande força do filme está mesmo nas atuações. As horas passam que nem sentimos, acompanhando as tragédias na vida da soberba Scarlett O'Hara em magistral atuação de Vivien Leigh. Clark Gable também brilha como o pouco confiável Reth Buttler. Olivia de Havilland e Leslie Howard completam o inspirado quarteto de protagonistas, numa sinergia como poucas vezes se viu. Destaque também para Hatie Mcdaniel que se tornou a primeira artista negra a vencer um Oscar, no caso de Atriz Coadjuvante.Enfim, por enquanto, ainda vale a pena ver ou rever o novelão.
Por que assistir: um dos maiores clássicos da hisória do cinema vencedor de 8 Oscars, incluindo Melhor Filme.
O que aprendi com o filme: nada é mais importante do que tentar ser uma boa pessoa com boas ações.
Ano: 2008
País: Israel
Diretor: Ari Folman
Data da sessão: 19/07/2019
Onde: Internet
Comentário: tem filmes que até são reconhecidos, ganham prêmios e tal, mas que ainda assim, deveriam ser mais reverenciados. É o caso de Valsa com Bashir. Que negócio genial, um documentário animado. A principal estrela é o próprio diretor, israelense, que foi soldado e combateu na Guerra do Líbano em 1982. Ele sai em busca de ex-colegas para tentar reativar as sua memórias sobre o conflito,pois ele as deletou da mente e não consegue lembrar. Apesar de tratar de um tema pesado, o filme flui de forma bem leve, mas sem perder a profundidade que os temas tratados sugerem. Uma dos melhore filmes que vi nessa última década. Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro.
Por que assistir: documentário animado, vencedor do Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro.
O que aprendi com o filme: as vezes, a memória ou a sua falta, nos protege de sentimentos e sensações desagradáveis.
Ano:2002
País: México
Diretor: Carlos Carrera
Data da sessão: 19/07/2019
Onde: Internet
Comentário: o filme deveria vir com um aviso do tipo "se for católico convicto, não assista", caso alguém não esteja familiarizado com a obra de Eça de Queirós, do qual foi adaptado. Os crimes e pecados dos padres são jogados na tela com tanta naturalidade, que impressiona o desprendimento. Destaque para Gael Garcia Bernal, engrenando na carreira, no papel principal.
Por que assistir: adaptação de livro de Eça de Queirós, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
O que aprendi com o filme: não existe nada melhor do que a liberdade. Principalmente, a liberdade de ser.
Ano:1941
País: EUA
Diretor: Orson Welles
Data da sessão: 18/07/2019
Onde: Internet
Comentário: sim, o filme é isso tudo mesmo. Ainda hoje é, na época então, nem se fala. Tudo já foi dito sobre a obra-prima de Welles que o perseguiu durante toda sua carreira e não vale a pena falar disso aqui, porque as historias ao redor do filme são tão ricas quanto o mesmo. A história acerca da misteriosa palavra Rosebud é cativante e prende a atenção até o fim. O elenco, oriundo da companhia de teatro de Welles, entrega atuações entusiasmantes. Afora, isso, fotografia belíssima, além das inovações técnicas na direção que nem sempre é possível notar vendo apenas o filme, é recomendável ver videos sobre o assunto. Tem uma música dos Racionais em que num verso, Mano Brown canta "agora eu quero o mundo igual Cidadão Kane". Pois bem, sempre que ousar questionar a liderança do filme na maioria das listas de melhores de todos os tempos, lembre-se que é um filme americano de 1941 que chegou até as letras de rap moderno no Brasil.
Por que assistir: obra-prima de Orson Welles e, segundo muitos críticos, do cinema como um todo.
O que aprendi com o filme: dinheiro trás felicidade, sim, mas pode trazer remorso e memórias muito ruins.
Ano:1986
País: EUA
Diretor: Francis Ford Coppola
Data da sessão: 18/07/2019
Onde: TV
Comentário: Peggy Sue é mais um filme oitentista que retrata a juventude americana sessentista. Mas é um dos melhores. Também é mais um filme oitentista a enfiar viagem no tempo na história. Mas com explicação mais realista. Enfim, Coppola usou elementos típicos da época e transformou num interessante filme sobre o destino e as escolhas que fazemos ao longo da vida. Ah, Kathleen Turner está ótima no papel título.
Por que assistir: filme típico dos anos 80 mas com o toque de Francis Ford Coppola.
O que aprendi com o filme: não adianta ficar remoendo o passado e esquecer do presente e do futuro.
Ano:1970
País: EUA
Diretor: George Seaton
Data da sessão: 14/07/2019
Onde: Smartphone

Comentário: o precursor dos filmes-catástrofes. Aeroporto conta com grandes estrelas como Burt Lancaster e Dean Martin, com destaque para a então veterana Helen Hayes, no papel de uma simpática velhinha que tocava o foda-se, driblava a segurança e viajava de graça. Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pra ela. Para além da tensão da quase catástrofe aérea, o filme não deixa de dar atenção aos dramas pessoais dos principais personagens. enfim, ao contrário das suas sequencias caça-níquel, vale a pena assistir.
Por que assistir: clássico precursor dos filmes-catástrofe, indicado ao Oscar de Melhor Filme.
O que aprendi com o filme: o meio mais seguro de transporte é andar a pé.
Ano:1931
País: EUA
Diretor: William A. Wellman
Data da sessão: 13/07/2019
Onde: Smartphone
Comentário: um dos primeiros filmes de impacto sobre o mundo do crime. Visto hoje, se não causa o mesmo impacto, ao menos termina rápido. Ah, e o final não é um clichê do gênero. Enfim, valeu a pena, ao menos como curiosidade histórica.
Por que assistir: clássico dos filmes policiais, estrelado por James Cagney.
O que aprendi com o filme: não adianta proibir o que o povo quer consumir.
Ano:1953
País: EUA
Diretor: Howard Hawks
Data da sessão: 11/07/2019
Onde: Smartphone
Comentário: Marilyn Monroe em seu mais famoso papel, a icônica Loreley Lee. E fazendo uma ótima dupla de protagonistas com Jane Russel. A romântica sonhadora, porém, esperta, e a material girl, porém, ingênua. Tudo ao contrário. Mas como semelhante atrai semelhante, no final as coisas se ajeitam, não sem antes de uma série de confusões bem dirigidas e interpretadas, além do lendário número de Marilyn, Diamonds Are A Girl's Best Friend, tão imitado ao longo dos anos.
Por que assistir: o filme de maior sucesso de Marilyn Monroe, com algumas de suas mais icônicas cenas.
O que aprendi com o filme: é dando que se recebe...amor.
Ano:2007
País: Romênia
Diretor: Cristian Mungiu
Data da sessão: 08/07/2019
Onde: Internet
Comentário: tenso e pesado. E nem poderia deixar de ser quando o aborto é o tema. Ambientado na reta final da Romênia do ditador Ceausescu, que jogava duro com mulheres que faziam abortos. Nesse clima, duas amigas universitárias passam momentos bem desconfortáveis, tanto nas mãos de Bebe, que realiza abortos clandestinos em trocas de favores sexuais, quanto com realidade ao redor, que inclui familiares, namorados e o medo de serem descobertas. O filme ganhou a Palma de Ouro.
Por que assistir: Filme vencedor da Palma de Ouro em Cannes.
O que aprendi com o filme: é preciso discutir o aborto de forma séria, sem preconceitos.
Ano:1941
País: EUA
Diretor: Preston Sturges
Data da sessão: 09/07/2019
Onde: Internet
Comentário: divertida comédia romântica com Henry Fonda e Barbara Stanwick nos papéis principais. Gostei do desfecho da história que não caiu no clichê de revelar o segredo de Eva pouco antes do "felizes para sempre". Ela será feliz para sempre com Charles, mas ele nunca saberá de nada.
Por que assistir: clássico da comédia romântica com Henry Fonda e Barbara Stanwick.
O que aprendi com o filme: é melhor amar sem saber de nada do que sofrer sabendo de tudo.
Ano:1988
País: Polônia
Diretor: Krzystof Kieslowski
Data da sessão: 09/07/2019
Onde: Internet
Comentário: davam a Kielowski um tema e ele fazia um filme diferente de tudo que se imaginava, mas, sem sair do tema. A história aqui contada segue as vidas de 3 personagens, um velho taxista, um advogado recém-formado e um jovem socialmente perturbado. Após os eventos capitais do filme, na reta final, vemos surgir na tela, interessantes reflexões do advogado em cima das revelações do passado do jovem e como a justiça criminal lidou com isso. Clichê?! calma, nada no cinema de Kielowski é óbvio.
Por que assistir: filme de Krzystof Kieslowski, adaptado de um dos episódios de O Decálogo, série de 10 filmes curtos dirigida pelo polonês.
O que aprendi com o filme:a dor do outro pode se tornar a dor de outros.
Ano:1949
País: EUA
Diretor: Robert Rossen
Data da sessão: 08/07/2019
Onde: TV
Comentário: drama político baseado no romance de mesmo nome, ganhador do Pulitzer. O filme segue o estilo ascensão e queda, no caso, de um político moralista interiorano que vira governador e mostra "as garras" típicas de quem está no poder. Tão comum no dia-dia que fica um pouco penoso assistirmos uma ficção do tipo, datada de 1949. Mas é um bom filme, não há nada que o faça inesquecível mas a trama até que é boa. De quebra, ganhou o Oscar de Melhor Filme e mais 2 prêmios.
Por que assistir: filme vencedor do Oscar de Melhor Filme.
O que aprendi com o filme: a obviedade de que o poder corrompe.
Ano:1967
País: Tchecoslováquia
Diretor: Jiri Menzel
Data da sessão: 08/07/2019
Onde: Internet
Comentário: o filme mistura os dramas e dúvidas típicos da juventude com o cenário político da Tchecoslováquia, ocupada pelos nazistas. São engraçadas as cenas do jovem Hrma e de outros personagens que passam pela estação de trens, especialmente com relação às mulheres. Na verdade, Hrma é inseguro com relação a qualquer tema, incluindo a guerra, tanto que o seu final é surpreendente. O filme venceu o Oscar de filme estrangeiro.
Por que assistir: clássico do cinema tcheco, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
O que aprendi com o filme: não tente interferir no curso de um trem.
Ano: 1980
País:EUA/Reino Unido
Diretor: Stanley Kubrick
Data da sessão:07/07/2019
Onde: Smartphone
Comentário: um dos grandes clássicos de Kubrick. Filme vibrante, colorido e ainda, sim, aterrorizante. A belíssima fotografia contrapões os corredores vazios do Hotel Overlook e a loucura e desespero que tomam conta e dividem a família Torrance. A trilha sonora é outro destaque. Enfim, um filme em que o horror é ressaltado em cores e sons vívidos, ao contrário do que costuma ocorrer no gênero. Kubrick era mesmo genial.
Por que assistir: clássico do terror, do lendário Stanley Kubrick.
O que aprendi com o filme: passar um inverno rigoroso, sozinho e isolado num hotel vazio, é o típico cenário de filme de terror.
Ano:1974
País: EUA
Diretor: Frank Capra
Data da sessão: 01/07/2019
Onde: TV
Comentário: No começo, parece mais um filme bobo dos anos 30 que dava certo nas bilheterias da época, mas, do meio pro final, se revela um interessante drama político. James Stewart está excelente como um jovem político idealista que demora a perceber a natureza do poder. E está tudo ali, os esquemas, acordos, interesses e, claro, a imprensa parcial a serviço de quem paga mais. Parece até um filme feito em 2019.
Por que assistir: clássico político americano, indicado a vários Oscar e vencedor na categoria Melhor História Original.
O que aprendi com o filme: político é igual em qualquer lugar e tempo, o que diferencia é a aceitação de cada povo.
Ano:1994
País: França
Diretor: Krzysztof Kielowski
Data da sessão: 01/07/2019
Onde: Internet
Comentário: depois dos 2 primeiros filmes, não resta muita coisa pra falar. E falar o quê, né, a Trilogia das Cores é absolutamente genial. A Fraternidade é Vermelha fecha o ciclo de Kielowski de falar sobre os ideais da Revolução Francesa de maneira não óbvia, buscando sua adequação ao mundo moderno e lançando dúvidas sobre essa possibilidade. Neste filme, a fraternidade aparece numa estranha relação de amizade entre uma jovem modelo e um juiz aposentado que espiona os vizinhos. Como nos filmes anteriores, a cor título da vez é quem dá o tom, logo o vermelho é destacado em todas as cenas.
Por que assistir: filme que encerra a Trilogia das Cores, indicado a 3 Oscars.
O que aprendi com o filme: quem tem telhado de vidro, não espiona ninguém.
Ano:1974
País: Alemanha
Diretor: Werner Herzog
Data da sessão: 25/06/2019
Onde: Internet
Comentário: baseado em fatos reais, vemos surgir na tela, Kaspar Hauser, um adolescente que aparece numa cidade alemã do século XIX, que supostamente teria sido criado até então, numa espécie de masmorra ou algo do tipo, sem qualquer contato com a civilização. Por conta disso, ele não apresenta um pleno desenvolvimento mental, tendo dificuldades para se comunicar por não dominar a fala, por exemplo. O filme entrega o que é prometido e vemos o desenvolvimento da Kaspar após ser encontrado, bem como o espanto das pessoas da cidade e a interação entre eles. O ritmo é lento, mas não tem como ser diferente dado a história que está sendo contada, e bem contada por Herzog.
Por que assistir: filme baseado numa pitoresca história real, vencedor do Grand Prix do Festival de Cannes.
O que aprendi com o filme: somos aquilo que aprendemos ser.
Ano: 1980
País: Brasil
Diretor: Hector Babenco
Data da sessão: 16/06/2019
Onde: TV
Comentário: um filme bem brasileiro, dirigido por um argentino. Babenco misturou a realidade e a ficção para criar um painel da infância abandonada e marginalizada das grandes cidades. Para isso, utilizou garotos que não eram atores, oriundos das periferias. O filme é tão impactante que produziu efeitos negativos na vida do ator-mirim protagonista, Fernando Ramos da Silva, assassinado pela polícia anos depois, após não conseguir se manter na carreira de aotr e ser associado a criminalidade por causa do papel de Pixote. Ficção e realidade se misturaram até depois do filme, nesse caso, infelizmente.
Por que assistir o filme: filme brasileiro indicado ao Globo de Ouro e vencedor de diversos prêmios internacionais.
O que aprendi com o filme: que infelizmente nada mudou na sorte de crianças brasileiras marginalizadas das grandes cidades.
Ano: 2011
País:Rússia
Direção:Alexandr Sokurov
Data da sessao: 23/06/2019
Onde: Smartphone
Comentário: um porre! segundo filme de Sokurov que assisto ( A Arca Russa foi o outro), onde chatice e pedantismo parecem ser suas características marcantes. Na última meia-hora dos longos 135 minutos, até que a coisa começa a andar, mas no geral é um tédio. E olhe que transformar a fantástica obra de Goethe em tédio merece um prêmio. Talvez tenha sido esse o motivo do filme ter saído vencedor do Festival de Veneza. Ah, nem precisa dizer que não chega aos pés da versão de 1926, de F.W. Murnau.
Por que assistir: filme vencedor do Leão de Ouro do Festival de Veneza.
O que aprendi com o filme: quando estiver com crise existencial,procure um bar ao invés de uma criatura esquisita pouco confiável.
Ano: 1979
País: Alemanha
Direção: Werner Herzog
Data da sessão: 14/06/2019
Onde: Internet
Comentário: achei, basicamente,um remake colorido do filme de 1922, de F. W. Murnau. Não consegui ver tantas diferenças, como é sempre dito, em relação ao filme mudo. Uma das diferenças, é uma ênfase maior na 'peste negra" e um papel mais dinâmico da "mocinha" da vez. No comparativo, prefiro o original e seu aspecto sombrio. O filme se encaixa no movimento Novo Cinema Alemão, que prozuziu filmes alemães apartado de grandes estúdios nos anos 60 e 70, inspirados pela Nouvelle Vague francesa.
Por que assistir: releitura do clássico expressionista de 1922, sob os auspícios do Novo Cinema Alemão.
O que aprendi com o filme: melhor recusar um trabalho do que dar de cara com o Conde Drácula.
Ano: 1931
País: Alemanha
Diretor: Fritz Lang
Data da sessão: 14/06/2019
Onde: Internet
Comentário: o filme que não é sobre vampiros, nem se passa em Dusseldorf, pois é, traduções brasileiras aprontando desde os anos 30. M é um dos últimos exemplares do chamado Expressionismo Alemão que tanto influenciou o cinema do mundo inteiro com suas distorções de imagens, cenários e personagens. O filme vai do suspense da procura do assassino ao dilema moral de seu julgamento por parte dos outros criminosos da cidade . É possível que os tribunais do crime sejam, por vezes, mais justos que os da justiça convencional? Ficamos sem resposta e com esse questionamento na cabeça após o filme. Uma obra "sinistra"em todos os sentidos da palavra.
Por que assistir: clássico expressionista alemão de Fritz Lang.
O que aprendi com o filme: ninguém sabe ao certo o que é justiça.
Ano:1976
País: EUA
Diretor: Alan J. Pakula
Data da sessão: 15/06/2019
Onde: Smartphone
Comentário: filme preferido dos jornalistas investigativos e não é para menos, a história real aqui contada é simplesmente o maior escândalo político já visto nos Estados Unidos. Dustin Hoffman e Robert Redford dão vida aos jornalistas Bersntein e Woodward, envolvidos por uma direção tão segura que até esquecemos que são atores famosos ao invés dos jornalistas. Filme mais do que recomendado para quem gosta de política e jornalismo, ou, apenas de um bom thriller.
Por que assistir: filme vencedor de 4 Oscars, que conta a história do maior escândalo político norte-americano.
O que aprendi com o filme: quanto mais estranho for a alcunha da fonte, mais confiável ela é.
Ano: 1973
País: Brasil
Diretor: Joaquim Pedro de Andrade
Data da sessão: 13/06/2019
Onde: Internet
Comentário: filme baseado nos Autos da Devassa, os processos da Inconfidência Mineira, e no Romanceiro da Inconfidência de Cecília Meireles. Pois, na minha visão o problema é que teve poesia demais e devassa de menos. Achei bem confuso, ou, ao menos, não consegui entrar no espiríto do filme, apesar de se estar tratando de um dos mais ricos capítulos de nossa história. Mesmo com um José Wilker ótimo como Tiradentes, preferia que o filme fosse mais "ficcional" para visualizar melhor os pormenores da revolta não-ocorrida mais importante do país.
Por que assistir: filme que conta a história da Inconfidência Mineira.
O que aprendi com o filme: que o grande problema do Brasil sempre foram as autoridades, brasileiras e portuguesas.
Ano:1927
País: EUA
Diretor: F.W. Murnau
Data da sessão: 12/06/2019
Onde: Internet
Comentário: finalmente assisti essa pérola do cinema mudo e realmente é tudo isso que falam. Um dos melhores romances do cinema, senão o melhor. Quando acaba, até se esquece que é um filme mudo tamanha a riqueza de roteiro, direção, fotografia, efeitos, enfim, tudo muito bem feito. Janet Gaynor venceu o primeiro Oscar de Melhor de Atriz da história(também por participação em outros 2 filmes) e a película venceu o prêmio de Melhor Produção Cinematográfica, que era concorrente da categoria de Melhor Filme, sendo que durante um tempo, nem a Academia sabia qual era a mais importante. Aurora é a obra-prima de Murnau, o que não é pouco já que o diretor alemão realizou grandes clássicos da era muda do cinema.
Por que assistir: clássico do cinema mudo e obra-prima de F.W. Murnau, vencedor de 3 Oscars na primeira edição do evento.
O que aprendi com o filme: a pureza do amor fala mais alto do que os seus enganos.
Ano: 1988
País: Japão
Diretor: Isao Takahata
Data da sessão: 08/06/2019
Onde: Internet
Comentário: belíssima animação do famoso Studio Ghibli, ambientada no Japão durante a Segunda Guerra Mundial. O filme mostra a luta do adolescente Seita e sua irmãzinha Setsuko, tentando sobreviver após a morte da mãe, vítima de um bombardeio que atingiu a casa deles. A história é uma espécie de Realismo Fantástico japonês, misturando drama e esperança, tristeza e beleza. A cena da lata de vagalumes é de uma sensibilidade desconcertante em meio ao caos e abandono provocados pela guerra. Ao fim, não chorar é para os fortes.
Por que assistir: animação clássica dos Studios Ghibli, ambientada no Japão de fins da Segunda Guerra.
O que aprendi com o filme: definitivamente,as crianças são as maiores vítimas da bestialidade dos adultos.
Ano: 1975
País: França
Diretor: Constantin Costa-Gavras
Data da sessão: 07/06/2019
Onde: Internet
Comentário: baseado em fatos reais, a história se passa na França ocupada da Segenda Guerra. a chamada República de Vichy. O filme conta uma série de groseiras violações às leis estabelecidas e aos direitos individuais, perpretradas por juízes a mando dos políticos do regime para vingar um atentado ocorrido contra um oficial nazista. Costa-Gavras costura bem a ação do filme com os diálogos e discussões jurídicas e filosóficas sobre o que estava se passando. O Devido Processo Legal é uma das maiores conquistas da humanidade,e o filme mostra que até quem o estava violando está ciente disso.
Por que assistir: clássico político de Costa-Gavras baseado em história real ocorrida na França ocupada pelos nazistas.
O que aprendi com o filme: não se comete um crime para solucionar outro, pois, no fim, são 2 crimes sem solução devida.
Ano: 1969
País: Brasil
Diretor: André Luiz Oliveira
Data da sessão: 06/07/2019
Onde: Internet
Comentário: um filme muito doido, típico de uma época em que tropicalismo, psicodelia e rebeldia política, estavam na ordem cultural do dia. Conta de maneira anárquica, um dia na vida de Lula, nosso herói intergalático(seja lá o que isso signifique hahaha), jovem universitário inconformado com a hipocrisia da sociedade da época. Não há muito mais o que falar, só sentir. No meu caso, só o fato do filme se passar na minha Salvador e reconhecer seus espaços, é motivo de sobra para cultuar a obra.
Por que assistir: grande exemplar do Cinema Marginal brasileiro.
O que aprendi com o filme: Salvador sempre deixou todo mundo meio doido.
Ano: 1967
País: Brasil
Diretor: Luís Sérgio Person
Data da sessão: 06/06/2019
Onde: Internet
Comentário: um grande filme, dos melhores do nosso cinema. Person pegouum dos maiores erros judiciários do país, ocorrida durante a ditadura do Estado Novo e ficcionalizou o caso, traçando paralelos nítidos com a Ditadura Militar, em curso na epoca de produção do filme. O Caso dos Irmãos Naves mostra o que acontece quando vontades populistas contaminam o processo penal. Mais um filme recomendado por tudo quanto é professor de Direito, e, espero, de Ciência Política.
Por que assistir: clássico do cinema nacional sobre um dos maiores erros judiciários já ocorridos no Brasil.
O que aprendi com o filme: só o respeito ao Estado Democrático de Direito, salva.
Ano: 1934
País: EUA
Diretor: Frank Capra
Data da sessão: 05/06/2019
Onde: TV
Comentário: o filme foi o primeiro a passar a rapa no Oscar e faturar todos os prêmios principais: filme, diretor, roteiro, ator e atriz. Foi um grande sucesso na epoca de seu lançamento. Clark Gable e Claudette Colbert estão ótimos em seus papéis, mas pena que o impacto já não é o mesmo tendo passado tanto tempo. Visto hoje, é um bom filme, nada a mais, apesar da icõnica cena da carona continuar divertida.
Por que assistir: filme vencedor do Oscar de Melhor Filme e todas as categorias principais, diretor, ator, atriz e roteiro.
O que aprendi com o filme: o amor acontece nas noites em que menos se espera.
Ano: 1973
País: Itália
Diretor: Federico Fellini
Data da sessão: 05/06/2019
Onde: Internet

Comentário: Fellini nos apresenta um mosaico de personagens que desfilam numa pequena cidade italiana dos anos 30. A cabeleireira, a ninfomaníaca, a mulher da tabacaria, o acordeonista cego, o padre anticonvencional e que tais, numa colagem de acontecimentos que, segundo o diretor, possui semelhanças com a sua infância. Críticas sutis ao fascismo de Mussolini também estão presentes nessa película ao mesmo tempo alegre e melancólica, ao som da bela música de Nino Rota.
Por que assistir: filme vencedor do Oscart de Melhor Filme Estrangeiro.
O que aprendi com o filme: é preciso resistir ao fascismo, sempre.
Ano: 1949
País: Japão
Diretor: Yasujiro Ozu
Data da sessão: 04/06/2019
Onde:Internet
Comentário: primeiro filme da chamada Trilogia Noriko. Neste, a jovem não tem pretensão de se casar, o que é um absurdo para os padrões da época, fazendo com que seu pai tente de todas as maneiras mudar o destino da jovem. Um belo painel das relações sociais do Japão pós-guerra, com a calmaria contemplativa típica dos filmes de Ozu. Neste caso, até demais, a primeira metade até tem um fluxo normal, mas depois parece demorar uma vida inteira no Japão, o que compromete um pouco a imersão na história.
Por que assistir: primeiro filme da Trilogia Noriko, de Yasujiro Ozu.
O que aprendi com o filme: cada um tem seu tempo, seu rítimo, seu destino.
Ano: 1927
País: EUA
Diretor: Clyde Buchman/ Buster Keaton
Data da sessão:
Onde: Internet
Comentário: finalmente um filme de Keaton no qual gostei por inteiro. A General é mesmo brilhante. A comédia física pela qual ele é tão conhecido e incensado está presente e melhor que nunca, mas também há uma boa história sendo contada, algo que julgo faltar em outros filmes dele. Enfim, é a sua obra-prima.
Por que assistir: obra-prima de Buster Keaton, com o comediante na sua melhor performance.
O que aprendi com o filme: trate com carinho seus amores, seja uma mulher, seja um...trem.
Ano: 1953
País: Japão
Diretor: Kemji Mizoguchi
Data da sessão:
Onde: Internet
Comentário: belo filme. O cinema japonês dos anos 50 é mesmo uma jóia. No caso, Mizoguchi nos conta de maneira sublime e com toques de fantasia, a saga de 2 famílias japonesas do século XVI, em que, ao contrário das esposas, os maridos possuem ambição desmedida e dispostos a tudo para realizar seus desejos sem se importar com as consequências. O que fazia alguém feliz no Japão feudal? O que nos faz feliz? é disso que se trata aqui, e com bela fotografia e figurinos.
Por que assistir o filme: clássico do cinema japonês, ganhador do Leão de Prata em Veneza.
O que aprendi com o filme: ambição e confiança cega em estranhos não combinam.
Ano: 1962
País: URSS/Rússia
Diretor: Andrei Tarkovski
Data da sessão: 29/05/2019
Onde: Internet
Comentário: o primeiro filme de Andrei Tarkovski. Depois da massante experiência de assistir O Espelho, fiquei receoso mas gostei. A história do garoto Ivan é um típico conto trágico de guerra, com a diferença que ele ao invés de odiá-la e bancar o coitadinho, o que seria plausível após perder toda a família, faz de tudo para ficar por perto e ajudar o exército vermelho contra os nazistas. É triste a história de Ivan, como é triste todas as histórias de guerra envolvendo crianças.
Por que assistir: primeiro longa de Andrei Tarkovski, vencedor do Leão de Ouro em Veneza.
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O que aprendi com o filme: se não pode fugir da segunda guerra, o que resta é detonar os nazistas.
Ano: 1957
Diretor: Ingmar Bergman
País; Suécia
Data da sessão: 29/05/2019
Onde: Internet
Comentário: estrelado pelo lendário cineasta Victor Sjöström, Morangos Silvestres é uma típica maravilha de Bergman, que nos faz olhar para dentro de nós mesmos e não somente para o filme. Onírico, sensível, realista, tudo ao mesmo tempo. Os momentos chaves da vida de um velho, o professor Borg, passeiam na sua memória e aparecem na nossa tela, enquanto ele faz uma viagem de carro para receber uma homenagem. E é isso, Morangos Silvestres é pura vida, em seus bons e maus momentos.
Por que assistir: clássico de Ingmar Bergman, vencedor do Urso de Ouro e do Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro.
O que aprendi com o filme: viva a vida sem medo de arrependimentos, pois, não há como controlá-los.
Ano: 1986
País: EUA
Diretor: James Cameron
Data da sessão:
Onde: TV
Comentário: Achei inferior ao primeiro filme. Mais que isso, achei mais do mesmo, só que sem a aura de mistério do filme de 1979. O maior feito de Aliens, O Resgate talvez seja o fato de indicado o caminho para a construção de uma franquia cinematográfica, algo ainda pouco comum à época.
Por que assistir: sequência do filme de 1979, mantendo o mesmo padrão de produção.
O que aprendi com o filme: se você já destruiu um alien em um planeta distante, não volte pra lá.